Quando amamos, deixamos que a vida do ser amado nos tome mais atenção do que nossa vida, como se fosse a própria. Sofremos suas dores, alegramo-nos com suas conquistas, olhamos pro mesmo horizonte. Fazemo-nos ser um único ser. Sonhamos destino juntos. Buscamos um futuro que nos una. Esquecermos porem da outra face, do ser que embora amado talvez não ame. Vivermos uma vida de dois, por isso, ás vezes, sufocamos, prendemos, pormos corretes. e quando as correntes se quebram, lutamos contra a dor no pulso, das correntes que agora pesam soltas no ar, balançando como um pêndulo que marca o tempo. como o solitário que só enxergar o relógio na parede, esperamos pelo dia que voltaremos a ver o sol. a dor do vazio. Denominar tal sentimento de tristeza é a forma mais covarde de buscar abrigo, é pôr culpa em outro alguém. Não houve erro, alguém amou e outro apenas se apaixonou, ou ambos apenas viveram uma paixão. Que passou na verdade a tristeza é a forma reprimida, não correspondida de felicidade.
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